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Atualização das diretrizes para tratamento de tromboembolismo venoso

27/01/2016 21:27 - Dr. João Queiroga

O American College of Chest Physicians publicou uma atualização das diretrizes para tratamento e prevenção do tromboembolismo venoso. Em relação a 2012, data das últimas recomendações, foram atualizados 12 tópicos e 3 novos tópicos foram incluídos.

Em resumo, o uso dos novos anticoagulantes orais (rivaroxabana, dabigatrana, apixabana e edoxabana) passaram a ser recomendados como primeira opção, em relação a varfarina e heparina de baixo peso molecular, para o tratamento do tromboembolismo venoso em pacientes não oncológicos. Nos pacientes oncológicos, a primeira opção é a heparina de baixo peso molecular, seguida pela varfarina e, como terceira opção, podem ser usados os novos anticoagulantes orais.

Filtro de veia cava e meias de compressão elástica não devem ser indicados como rotina. Se o paciente não tem contraindicação para anticoagulação, não há motivos para colocar um filtro de veia cava.

Nos casos de embolia pulmonar subsegmentar, não associada a TVP proximal e com baixo risco de recorrência de novo evento tromboembólico, os guidelines recomendam não anticoagular o paciente (apenas vigilância).

Os trombolíticos estão indicados para os casos com instabilidade hemodinâmica (hipotensão) e a terapia sistêmica é preferível em relação a terapia orientada por cateterismo.

Se há recorrência de evento tromboembólico com o uso dos novos anticoagulantes orais ou varfarina, a anticoagulação deve ser feita com heparina de baixo peso molecular. Por outro lado, se há falha terapêutica da heparina de baixo peso molecular, a dose da mesma deve ser aumentada.

Veja a atualização completa pelo link abaixo:

Chest. 2016. doi:10.1016/j.chest.2015.11.026

O professor e pneumologista João Queiroga ministra o curso Aprendendo radiografia de tórax com casos clínicos.

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Dr. João Queiroga

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