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Cigarros eletrônicos definitivamente não ajudam na cessação do tabagismo

03/02/2016 00:35 - Dr. João Queiroga

Uma das formas de diminuir os sintomas de abstinência e ajudar as pessoas a parar de fumar é a terapia de reposição de nicotina que pode ser feita por meio de adesivos, pastilhas e gomas de mascar.

Parece uma ideia genial criar um dispositivo eletrônico, semelhante a um cigarro, que libera vapor com nicotina para ser inalada e, com isso, ajudar os nossos pacientes na difícil batalha de interromper o tabagismo.

Embora defendido por muitos especialistas, a comercialização do cigarro eletrônico é proibida no Brasil, pela ANVISA, desde 2009. Ao contrário do que é anunciado pelos fabricantes, o cigarro eletrônico está longe de ser inócuo. Além da nicotina, os cartuchos apresentam outras substâncias perigosas, como o propilenoglicol.                 

Mesmo assim, considerando que o tabaco fumado é significativamente mais tóxico, não seria válido substituir o cigarro convencional pelo cigarro eletrônico? Será que o cigarro eletrônico ajuda na cessação do tabagismo?

Em meta-análise publicada no The Lancet Respiratory Medicine (E-cigarettes and smoking cessation in real-world and clinical settings), os usuários de cigarros eletrônicos tiveram uma chance 28% menor de parar de fumar em relação àqueles que não usavam tal dispositivo.

Desta forma, além de não serem seguros, os cigarros eletrônicos diminuem o sucesso da cessação do tabagismo e devem ser combatidos assim como o cigarro convencional.

O professor e pneumologista João Queiroga ministra o curso Aprendendo radiografia de tórax com casos clínicos.

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Dr. João Queiroga

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