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Olimpíadas: até agora, temperaturas amenas, poucos mosquitos e nada de zika

10/08/2016 22:22 - Equipe Área do Médico

Até agora, tudo bem com as Olimpíadas que muitos temiam que conhecidas como os Jogos do Zika.

Mesmo com a expectativas de até um milhão de visitantes, metade deles estrangeiras, o Rio de Janeiro ainda não se tornou o criadouro de Zika que alguns temiam, quando o vírus causou estragos no Brasil no início deste ano.

Apesar de alguns dias de calor, a volta das temperaturas mais amenas do inverno brasileiro significa que a população do mosquito responsável pela propagação do vírus tem diminuído.

E Rio em si nunca passou por uma epidemia tão grave quanto os cientistas temiam no início deste ano. Mesmo com milhares de casos de zika notificados durante o verão e primavera, a cidade não foi tão tão atingida pelo vírus como o nordeste brasileiro, por razões que os cientistas e o governo ainda não entendem.

"Eu realmente não estou preocupado", disse o jogador de vôlei de praia holandês Alexander Brouwar após um jogo na arena montada para o esporte na praia de Copacabana.

"Eu não vi um mosquito sequer", acrescentou.

Ainda é cedo

O atual surto de zika foi detectado pela primeira vez no ano passado no Brasil, onde foi associado a mais de 1.700 casos de microcefalia em recém-nascidos de mães infectadas. Não há vacina contra o vírus Zika, que normalmente causa apenas sintomas gripais leves nos infectados.

O vírus ainda está se disseminando globalmente e já afetou pelo menos 54 países, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Isso inclui os Estados Unidos, onde as autoridades estão investigando um novo caso de transmissão local na Flórida.

Mas as Olimpíadas acabaram de começar. Qualquer aumento continuado na temperatura, embora improvável até que o verão começar, poderia aumentar a população de mosquitos. E quem apresenta a doença normalmente mostra sinais dela poucos dias após ter sido picado por um mosquito infectado.

Mas com poucos casos de zika registrados no Rio nas últimas semanas, os próprios mosquitos, se aparecerem, terão poucas fontes para se infectar. O Aedes aegypti, o principal mosquito responsável pela disseminação do Zika, o transmite ao picar uma pessoa infectada e, em seguida, o passa para outra.

Em comparação com janeiro, quando mais de 7.700 casos de zika foram notificados no Rio, apenas cerca de 140 casos foram notificados durante o mês de julho, de acordo com os dados municipais até 28 de julho, os mais recentes disponíveis.

Vários atletas, incluindo os golfistas Jason Day e Rory McIlroy, não participarão dos jogos devido à zika e alguns vieram, mesmo mostrando preocupação com a doença, como a heptatleta britânica Jessica Ennis-Hill e a goleira de futebol dos Estados Unidos Hope Solo.

Mas no Rio, o assunto morreu entre os esportistas.

"Eu nem ouvi alguém falar sobre isso", disse Helen Glover, remadora britânica medalhista de ouro em 2012, notando o baixo nível de preocupação.

Não dar chance ao azar

Ainda assim, as autoridades locais e organizadores dos Jogos estão cautelosos.

"Nós não podemos dar chance ao azar", Mario Andrada, um porta-voz do Comitê Organizador disse a repórteres em uma coletiva de imprensa na segunda-feira, destacando que medidas contra o mosquito já testadas continuarão sendo tomadas durante as Olímpiadas.

Além de ar-condicionado nos quartos dos atletas, colocados para evitar que eles abram as janelas por causa do calor, os dirigentes olímpicos disponibilizaram gratuitamente frascos repelente de insetos nos alojamentos e locais de treinamento e competição.

Os agentes de saúde municipal estão vasculhando a região e os pontos turísticos para eliminar água parada e outros locais onde o Aedes coloca os ovos.

Enquanto isso, os Jogos Olímpicos ainda são um palco para venda de produtos relacionados à zika por empresas que aproveitando o medo do vírus. Há desde propaganda agressiva de repelente a preservativos à prova de Zika – embora qualquer preservativo comum já proteja contra os raros casos de transmissão de Zika pelo sêmen.

Diante da falta de mosquitos, a maioria dos visitantes relaxou. "Eu não trouxe qualquer repelente", disse Sophie Bahgeri, uma australiana de 25 anos de idade que passeava na praia.

Mesmo aqueles com mais motivos para preocupação dizem que estão muito mais relaxados quanto ao vírus do que antes.

"Eu não me lembro da última vez que eu ouvi falar de uma pessoa com zika", disse Fabiana Macedo, 30 anos de idade, residente de Tabajaras, uma favela do Rio cuja população densa e falta de saneamento é o tipo de comunidade mais afetada pelo surto.

Fonte: Olimpíadas: até agora, temperaturas amenas, poucos mosquitos e nada de zika. Medscape.

Leia também: Os atletas olímpicos têm razão em se preocupar com o vírus Zika no Rio?

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