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OMS: vírus Zika brasileiro confirmado pela primeira vez na África

30/05/2016 11:23 - Equipe Área do Médico

GENEBRA - Testes mostram que um surto do vírus da zika no arquipélago africano do Cabo Verde é da mesma linhagem daquele culpado por anomalias congênitas no Brasil, disse a Organização Mundial da Saúde.

"Os resultados são preocupantes porque é mais uma prova de que o surto está se espalhando para além da América do Sul e já está na porta da África", disse a diretora da OMS na África, Matshidiso Moeti.

"Esta informação ajudará os países africanos a reavaliar seu nível de risco e adaptar e aumentar seus níveis de preparação", ela disse.

A zika foi descoberta pela primeira vez na África em 1947 e, até o ano passado, acreditava-se que causava apenas sintomas leves, com nenhuma ligação conhecida com distúrbios cerebrais ou congênitos. Os pesquisadores identificaram duas linhagens distintas em 2012, africana e asiática.

Em 08 de maio, já haviam sido identificados 7.557 casos suspeitos no Cabo Verde, um arquipélago do Atlântico cerca de 570 km a oeste do Senegal, que tem laços históricos com o Brasil.

Até o vírus ser sequenciado pelo Institut Pasteur no Senegal, não havia certeza se o surto havia sido causado pelo tipo africano ou pelo asiático, que atingiu o Brasil e outros países latino-americanos.

Moeti disse que não ainda recomendaria restrições rigorosas de viagem para tentar impedir propagar ainda mais a doença na África, mas defendeu esforços para controlar a população de mosquitos e evitar que as pessoas se contaminem por picadas.

Bruce Aylward, chefe de surtos e emergências em saúde da OMS, disse que ainda falta avaliar se as populações africanas teriam alguma imunidade ao vírus que poderia mitigar o impacto de um surto de zika no continente.

As autoridades de saúde dos EUA concluíram que as infecções de zika em mulheres grávidas podem causar microcefalia, um defeito congênito marcado pelo tamanho reduzido da cabeça que pode levar a graves problemas de desenvolvimento em bebês.

A OMS disse que há forte consenso científico de que a zika também pode causar a síndrome de Guillain-Barre, uma síndrome neurológica rara que provoca paralisia temporária em adultos.

A conexão entre a zika e a microcefalia veio à tona pela primeira vez  no ano passado no Brasil, que já confirmou mais de 1.300 casos de microcefalia considerados relacionados com infecções por zika nas mães durante a gravidez.

O Cabo Verde relatou três casos de microcefalia, e uma mãe que se supõe ter sido infectada no Cabo Verde pariu um bebê com microcefalia nos Estados Unidos. O país não relatou nenhum caso de síndrome de Guillain-Barre, segundo a OMS.

Fonte: Portal Medscape

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