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Sete maneiras de a Realidade Virtual ajudar a medicina.

06/03/2017 16:13 - Equipe Área do Médico

A Realidade Virtual (RV) é uma área da tecnologia que não pára de crescer. Os investigadores continuam a desenvolver novas aplicações práticas, incluindo na medicina. Várias áreas deste ramo têm muito a ganhar ao introduzir a RV, nomeadamente nas terapias e na resolução de problemas crónicos, psicológicos e motores.

Enganem-se aqueles que pensam que a RV só serve para jogar e ver vídeos. Cientistas, médicos, investigadores clínicos e professores de medicina estão, cada vez mais, a aplicar a tecnologia à pratica da atividade, para facilitar os treinos clínicos e os diagnósticos. Reunimos alguns exemplos.

Simulação cirúrgica

Esta técnica começa a ser pensada para, como o nome indica, simular diversas atividades necessárias antes, durante e após uma cirurgia.

Numa situação normal, os estudantes colocam-se atrás do médico e observam todo o processo cirúrgico enquanto este decorre. Com as possibilidades oferecidas pela RV, a prática tradicional pode ser substituída pela criação de uma sala virtual, com várias operações a decorrer em loop. Desta maneira, os alunos conseguem assistir mais facilmente a tudo o que se passa, podem ver e rever a cirurgia sem os riscos associados à prática.

 

Alivio para doentes crônicos

Os tratamentos associados a diversas doenças crónicas são procedimentos que provocam algum desconforto, dor e mau estar ao paciente. A pensar nestes casos, foi posta a hipótese de utilizar a Realidade Virtual para, literalmente, distrair o paciente.

A ideia principal na base desta técnica é colocar o paciente num ambiente completamente imersivo, no mundo virtual, para que a maioria dos sentidos, e em especial o cérebro, sejam “distraídos” daquilo que realmente se está a passar. Por vezes, as imagens, sons e o pressionar de botões é o suficiente para ajudar a alivar algum desconforto sentido na altura dos tratamentos e procedimentos.

 

Tratamento de fobias e stresse pós-traumático

Uma fobia é uma perturbação que cria o medo ou repulsa persistente de determinado objeto ou situação. Muitas vezes, estas perturbações podem durar meses ou anos, criando desconforto e grandes níveis de stresse ao paciente quando submetido à situação causadora do medo.

A Realidade Virtual é uma opção que começa a ser utilizada por psiquiatras para tentarem ajudar o paciente a superar as fobias. Isto porque uma das melhores maneiras de derrotar um medo é, precisamente, enfrentá-lo, e a RV permite simular diferentes ambientes que expõem o utilizador sem que este perca o controlo da situação. Assim, é possível parar a experiência quando sentir que está no limite e manter a segurança de estar rodeado pelo medo mas apenas num mundo virtual.

O mesmo sistema de terapia por exposição pode ser utilizado para o tratamento do stresse pós-traumático, utilizando a RV para recriar o ambiente vivido pela pessoa (um soldado, por exemplo), ajudando a que o paciente compreenda o que aconteceu naquele momento, para aprender a lidar com a situação num ambiente mais controlado.

 

Meditação para tratar a ansiedade

A meditação é uma terapia relaxante com efeitos bastante positivos no corpo. O controlo da respiração é uma das vantagens desta terapia e, para quem tem maior dificuldade de concentração e sofre de grande ansiedade, a Realidade Virtual pode dar uma ajuda.

 

Oportunidades para quem tem dificuldades

A Realidade Virtual abriu portas a um novo mundo para muitas pessoas mas, em especial, para quem possuí qualquer tipo de deficiência motora e se encontra com um estilo de vida limitado. Diversas atividades que podem ser executadas pelo mais comum mortal, nem sempre são possíveis para pessoas com deficiências. A RV permite, por exemplo, que uma pessoa toque piano sem mexes os braços. Através da análise do movimento dos olhos, é possível tocar piano sem utilizar os membros superiores.

Ao utilizar um ambiente virtual, é também possível ensinar novas aptidões a pessoas autistas, sem as colocar em perigo com objetos do mundo real, proporcionando assim, de maneira mais segura, alguma independência ao paciente.

 

Acelerar o tratamento de um AVC

Um acidente vascular cerebral (AVC) pode deixar sequelas no corpo e lesões cerebrais importantes. Esses problemas podem afetar alguns movimentos, por exemplo, nos dedos ou nos braços. A terapia deve ser iniciada o mais rapidamente possível para que o tempo de recuperação seja menor.

 

Tornar os cuidados de saúde mais acolhedores

Muitos são os casos em que os pacientes, independentemente do motivo, têm de ficar internados por longos períodos nos hospitais. As horas de visita são limitadas e muitos momentos familiares acabam por ser perdidos.

 

Editado. Fonte: Observador.

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Equipe Área do Médico

Comentários

  • Dr. Anônimo

    07/10/2017 11:37

    Parabéns a todos vcs q são uns verdadeiros anjos na vida das pessoas